Bolha Carioca. Aluguéis despencam no Leblon e no Centro.

                                   









Em extremos opostos do centro do Rio, projetos ligados a Donald Trump e a Eike Batista - o primeiro, um bilionário que virou político, o segundo, o mais famoso ex-bilionário do Brasil - representam a queda do mercado imobiliário da cidade.
O edifício Serrador, com 23 andares, uma torre art déco de granito e vidro perto do aeroporto Santos Dumont, no Rio, permanece vazio desde que as empresas do falido império de commodities de Eike o abandonaram, no ano passado.
A uns 6 quilômetros de distância, na descarnada zona portuária da cidade, um ambicioso projeto de escritórios ao qual Trump emprestou seu nome continua sendo um lote cheio de mato, cerca de um ano depois da data prevista de início da construção.

Embora os mercados imobiliários estejam oscilando em todo o país, assolado por uma recessão, em nenhum outro lugar é mais nítido o preço pago pelo amplo escândalo nacional de corrupção e pelo colapso das commodities do que no Rio.
Para piorar as coisas, uma enxurrada de novas unidades planejadas durante os anos de prosperidade da última década estão chegando agora ao mercado, empurrando a taxa de vacância no Rio ao nível mais elevado da América Latina.

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