Belém: Despejo em Posto de Gasolina é comermorado com desabafo

O posto de gasolina fica em uma das mais valorizadas esquinas da capital paraense. Na Visconde de Souza Franco com a Antônio Barreto. Desde domingo, o vai e vem de carros e abastecimentos foi substituído por um desabafo.
 
O inquilino foi despejado e os proprietários colocaram um tapume para demonstrar o desabafo. No aviso a quem passa, fica claro do despejo depois de 05 anos de inadimplência. Agradece a Justiça do Pará mas deixa uma questão no ar.

Como a lei brasileira permite tanto tempo de calote, quando o sistema permite recursos e jogadas, para protelar a decisão de despejar quem não paga. No sistema americano, o contrato tem caráter de transitado em julgado, ou seja, se não pagar, não precisa-se ir a justiça para pedir o imóvel de volta. O acordo já foi resolvido na hora de assinar o contrato. Lá a hora é de chamar a polícia, que vai colocar quem não paga a força.
 
Se no Brasil, as partes demonstram a vontade na hora do contrato, porque aqui, como todas as reformas na lei do inquilinato, despejar quem não paga ainda é tão demorado e caro. Esse mecanismo, afasta muitos imóveis do mercado - os proprietários preferem deixa-los fechados do que correr o risco do calote, e por sua vez, aumentam os valores cobrados dos disponíveis, uma vez que a taxa de risco pela inadimplência é alta.
 
O desabafo do posto serve para que possamos repensar o modelo e pressionar o sistema a dar uma nova cara para as relações locatários e locadores.

Comentários

Anônimo disse…
Será mesmo calote? Veja o que foi colocado no JORNAL DIÁRIO DO PARÁ PAGINA 17 DO PRIMEIRO CADERNO A17!