Construção atingiu auge e, agora, enfrenta gargalos

Depois do aquecimento na construção civil ter atingido o auge no fim do segundo trimestre deste ano, segundo o IBGE, e a FGV, analistas e dirigentes do mercado imobiliário descartam risco de superaquecimen¬to, mas fazem um alerta: gargalos como investimentos insuficientes para aumentar capacidade e falta de mão-de- obra qualificada podem prejudicar o forte ritmo de crescimento do setor.

O IBGE informou que a produção industrial de insumos para construção civil subiu 16,3% no primeiro semestre deste ano contra igual semestre de 2009, maior elevação da série iniciada em 1991. O aumento do número de empreendimentos residenciais é puxado, principalmente, pelo programa do governo Minha Casa, Minha Vida. O setor tem ainda pela frente obras de infraestrutura necessárias à Copa do Mundo em 2014 e à Olimpíada em 2016.

Segundo Guido Mantega, a construção opera em ritmo "chinês", mas as empreiteiras não têm dado conta de todos os projetos que têm pela frente. Além disso, a utilização da capacidade instalada da construção atingiu em junho e em julho de 2010 o nível mais alto da série iniciada em 1995, ambos com 91,7%.

Fonte: Jornal do Commercio

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