Mercado : A bolha dos hotéis estourou no Brasil e muita gente perdeu com isso.


O Brasil ainda esperava pelos grandes eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas e atraídos pela promessa do "Brasil grande", milhares de investidores assumiram o risco de construir hotéis, apostando no retorno certo , em função dos eventos e de tudo que poderia representar a partir de então.

Tudo funcionaria bem se sonhos que sobem rápido e alto tem mais chances de despencar. O Brasil entrou em crise, os eventos mais serviram para enriquecer meia duzia do que para desenvolver o turismo internacional em todo o Brasil ainda perde feio para cidade na Europa ou nos EUA.

Seja no Brasil, ou em Belém o sistema foi decepcionante,. O retorno financeiro não veio, o custo para manter o hotel ( uma vez que cada dono de quarto, responde também pela renovação dos espaços), é cada vez maior e vender a unidade nestas condições adversas virou um problemão. 

A revista Exame fez um levantamento da situação, pegando como exemplo , o Rio de Janeiro.  A prefeitura decidiu revitalizar a degradada região portuária, rebatizando-a de Porto Maravilha, e os investidores, de olho nos lucros que certamente viriam, foram atrás. A rede hoteleira americana Marriott, a maior do mundo, lançou um empreendimento na região. 

Em setembro do ano passado, quando o hotel de 225 quartos começou a funcionar, a Olimpíada tinha acabado, o Brasil estava pela bola sete e o Rio de Janeiro começava a viver o inferno particular em que está metido até hoje. 

O turismo desabou e, segundo estimativas de executivos do setor, a taxa de ocupação do Marriott no Porto Maravilha chega a 3% nos piores dias (a Marriott nega a taxa). Para pagar minimamente as contas, um hotel desse porte precisaria ter 40% dos quartos ocupados.

Desafio agora é reverter este quadro e devolver a segurança para investidor. 

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