Urbanismo : Grêmio inaugura Arena e muda bairro de Porto Alegre



A inauguração do estádio gremista é um momento histórico não apenas para a fanática torcida do clube gaúcho. A Arena do Grêmio é a primeira da "geração 2014" de estádios brasileiros - ainda que, por incrível que pareça, esteja fora da lista dos doze palcos da Copa no Brasil. A sede gaúcha do Mundial é o Beira-Rio, do arquirrival Internacional, que só recentemente foi fechado para que a reforma exigida para 2014 deslanche de vez.

A escolha do estádio colorado para receber a Copa certamente será mais um tema de interminável disputa entre as duas grandes torcidas gaúchas. Na véspera da inauguração, no entanto, o presidente do Grêmio, Paulo Odone, grande responsável pela concretização do projeto, evitou alimentar essa briga, lembrando que a opção da Fifa foi coerente, por mais que hoje ela possa causar estranheza. A arena gremista é maior (60.170 lugares contra 51.300 do Beira-Rio), mais moderna e tem excelente localização, próxima ao aeroporto de Porto Alegre.

Quando a escolha foi feita, entretanto, o novo estádio era "apenas um projeto no computador", lembra Odone. "O Beira-Rio era um estádio pronto, precisava apenas se adaptar às condições exigidas pela Fifa. Por cautela, foi ele o escolhido. A gente sabia que seria assim, e nunca fizemos concorrência", ressaltou o cartola na sexta-feira. De qualquer forma, o Grêmio não pensava na Copa quando decidiu mudar de casa. A preocupação central era atender ao torcedor e repetir o salto qualitativo que dezenas de grandes clubes espalhados pelo mundo já deram nos últimos anos.

A partir da evolução dos estádios europeus, a experiência de ir ao estádio mudou radicalmente. No futebol altamente profissionalizado deste início de século, conforto, segurança e praticidade não são mais privilégio de poucos, e sim necessidades básicas para atrair o torcedor e lucrar com a presença do público.

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