Tendências : Brasil, um país de solteiros que o setor finge que não vê.

O mercado imobiliário precisa acompanhar as tendências e a mobilidade social para não fazer demais para uma fração de menos da população, encalhar o que foi mal pensado e deixar uma bolha naquilo onde não houve aposta.
Assim é a questão apresentada pelo IBGE, ao apontar que os solteiros, descasados e viúvos crescem em detrimento ao modelo tradicional de casados. O resultado disso é a aposta pequena em apartamentos de um quarto, em áreas centrais dos grandes centros. Exclua-se dessa constatação os " lofts" e "Kit nets" de luxo que tem um quarto, mas são caros como se fossem 04.
Para entender o país de solteiros e onde o mercado pode estar errando vale atentar para o seguinte.

No Brasil, o time dos que se declaram solteiros supera o dos casados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011 do IBGE. A nova versão do estudo, realizado a cada dois anos, foi apresentada na manhã desta sexta-feira, e indica que há 48,1% de brasileiras e brasileiros solteiros na população com 15 anos de idade ou mais. Informaram ser casados 39,9% dos entrevistados. Se considerados os que se declararam divorciados/separados ou viúvos, o índice de pessoas fora de um relacionamento formal chega a 60,1%.
O dado indica principalmente um enfraquecimento da formalização de relacionamentos conjugais. Entre os solteiros podem estar, por exemplo, casais que têm relação estável, morando ou não no mesmo domicílio. Pela primeira vez, a Pnad buscou identificar, de forma independente, o estado civil declarado e a existência ou não de união estável. Dos 57,1% (85,5 milhões de pessoas) que vivem em união, 37,2% estão em um casamento civil e/ou religioso, e 19,8% apenas em união consensual. Deste último grupo, 76,6% se declaram solteiros, apesar de viverem com um parceiro.
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