Luxo : Ricos brasileiros já usam avião particular para ir a restaurante

De óculos escuros, ela consulta emails no celular (estampado com logotipo da Louis Vuitton) enquanto aguarda as primeiras orientações sobre o curso que está prestes a torná-la piloto de avião. Bem-sucedida à frente de uma empresa que administra hospitais no Brasil e em Angola, Mayuli vai desembolsar R$ 65 mil por 60 horas de voo.

Para fugir dos aeroportos, "que mais parecem rodoviárias", está disposta a dividir, com um sócio, cerca de US$ 500 mil (R$ 990 mil) necessários para comprar um avião de pequeno porte. Servirá para cumprir a agenda profissional apertada, para os dias em que acorda em São Paulo, visita o Tocantins e dorme em Minas Gerais.

— O que eu vou gastar com o avião é quase o que eu paguei pelo meu carro — justifica a empresária.
Assim como Mayuli, profissionais de diferentes áreas passaram, nos últimos anos, a considerar a aquisição de um avião para chamar de seu. Ajudaram a impulsionar, assim, um mercado de luxo que tem se mostrado cada vez mais "acessível" — ao menos, para uma certa parcela da população.

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