Memória : 13 anos sem a Encol. Lições para não esquecer


Há exatos 13 anos ( em março de 1999 ) saia de cena o grande trauma do mercado imobiliário brasileiro. Era decretada oficialmente,a falência de uma das maiores construtoras do Brasil. A maior, se contar o número de orfãos. Foram mais de 42 mil consumidores que compraram e não levaram.

Fundanda  em 1961  pelo engenheiro Pedro Paulo de Souza, em Goiânia, entrou em decadência no início dos anos 90 após a constatação de diversas irregularidades em sua administração. A inadimplência cresceui, a empresa não pôde cumprir suas obrigações e faliu deixando mais de setecentos edifícios inacabados no país.
Nos anos 1980 e 1990, a propaganda da empresa se espalhava pela mpidia brasileira convidando o espectador a investir em imóveis. Mesmo durante as crises, a Encol nunca deixou de lançar, de vender ou de anunciar. Depois do Governo Collor, estratégias agressivas aceitava carro, telefone( na época um bem durável) ou outro imóvel como parte do pagamento na aquisição de novos projetos.

O modelo de administração da Encol foi apelidado por muitos economistas como ‘bicicleta’, porque os novos empreendimentos financiavam os velhos. Se parasse de pedalar ( lançar, vender e receber, quebraria) . E parav tanto prometia inclusive a recompra da unidade.
Quando a oferta ficou maior que a demanda, a Encol declinou, somada a denúncias de caixa dois e uma alta inadimplência. Dentre as conseqüências e desta quebra, foi criada a Lei de Falências, e uma nova legislação para prevenir desvios e atropelamento contábil-financeiro. os bancos, por exemplo exigem cada obra como Sociedades de propósitos específicos, as SPES, para evitar migração de dinheiro de uma para outra obra.

Treze anos depois, o tema ainda é delicado. Quem vê Pedro Paulo de Souza um injustiçado, pode ler a sua versão do caso aqui. Para quem acha que foi um estelionato, a obra é a do tributarista Hamilton Quirino aqui .
O importante é conhecer para não entender, sem boatarias, o mercado hoje e tentar, eu disse tentar, evitar que novos acidentes aconteçam.

Abaixo , algumas publicidades da empresa









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