Belém: Será que agora teremos um parque Ambiental?

O projeto é antigo e data do início do século passado, quando o então intendente Antonio Lemos, estabeleceu a criação de vários parques botânicos, a exemplo do Bosque Rodrigues Alves, que nunca sairam do papel.

A idéia da Belém que copiava Paris, inclusive em sua urbanização, era a criação de vários espaços públicos como parques, bosques e jardins. Mas sucumbiu junto com o fim do ciclo dourado da borracha e nunca mais ganhou corpo, em uma cidade atropelada pela ocupação urbana desordenada, das invasões sem controle e do poder público apático em tomar decisões antes que fosse tarde demais.

O Parque Ambiental do Utinga, que envolve os lagos de onde se retira a água consumida pela capital já foi lugar marginal. Mas a transformação em espaço público ainda reflete de maneira muito tímida no morador de Belém, que segue trancado em  casas, diante da violência de qualquer hora e dos raros espaços que possam servir para o lazer - até Praças são contadas.

O projeto anunciado pelo Governo do Estado para o Utinga, que deve ser iniciado no segundo semestre pode trazer de volta, um pouco dessa dívida devida. Se tudo sair como no papel, Belém terá
um Aquário Amazônico, inclusive com a presença do boto cor de rosa, e um Zoológico.

Para o mercado imobiliário, essa intervenção no espaço público deve representar também uma grande transformação no entorno. Guardadas as devidas diferenças, seria daqui a alguns anos, como morar junto ao Ibirapuera em SP, ou o Central Park em NY, com o horizonte marcado pela floresta nativa e a paisagem amazônica. Olho vivo nessas transformações. 

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