Caso Real Class: Laudo obriga rever processos de construção


                     Real Class: desabamento em Janeiro 2011
O problema estrutural apontado pelo laudo da polícia tem informações que podem parecer secundárias, mas que precisam ser avaliadas com cautela, porque sempre foram relativizadas e porque não, talvez até mesmo ignoradas em alguns casos.

Primeiro é a necessidade de revisar o projeto que o calculista apresentou. A própria legislação que inclui o município e o Crea, falam em apresentação e arquivamento do projeto, mas não em revisão ou checagem para saber se eles estão dentro dos padrões e sem irregularidades.

Isso é baseado no princípio de que o responsável técnico está habilitado e responderá por qualquer imprecisão. O problema é que, depois de um sinistro, responsabilidades legais não trazem de volta os traumas vividos. Será que sempre foi assim, ou melhor será que ainda é assim?

Segundo. Se o projeto apontava em uma direção, chega a ser irracional que justamente em estruturas do primeiro andar se sub-dimensionasse a bitola do aço. Não descarta o laudo que a execução tivesse sido errado. Ai outra pergunta. Será que todas as fases de uma obra tem o acompanhamento adequado?, porque homens falham e estruturam desabam, se algo sair muito além das regras da engenharia.

É o tipo de laudo que responde uma pergunta e dá início a várias outras, que esperemos, não fiquem sem respostas.  

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Comentários

Anônimo disse…
Se no setor privado está assim, imagine o resto....

Alguém pode me indicar uma obra pública de infra-estrutura bem feita em nosso Estado? Quantas estação de tratamento de dejetos foram construídas nos últimos 20 anos, me aponte uma única que esteja em funcionamento. Uma vergonha. O Pior é que todos ganha, os políticos, as empreiteiras e os engenheiros... a população fica com as porcarias... me desculpem todos os cúmplices por esse caos.

Quando as boas obras começarem a ser construídas, quem vai operar e dar manutenção. A Macrodrenagem da Bacia do Una que o Diga (Operação e manutenção zero). O Pará continuará no fim da fila... um vergonha.