Espadarte, nas mãos da Vale promete revolução para nordeste paraense

O Blog do Imóvel antecipou em dezembro do ano passado ( leia aqui) com absoluta exclusividade, a notícia publicada ontem pelo Estadão. A compra de 3 mil hectares para a construção do Porto do Espadarte, em Curuçá, no nordeste do paraense. O projeto reduz em 400 km o embarques do ferro de Carajás, hoje feito em Itaqui, no Maranhão.  

Oficialmente, o negócio girou em torno de R$ 10 milhões e foi comprado junto à RDP Empreendimentos, do holandês Hendrik van Scherpenzeel. A Vale, precisou antecipar a operação de maneira quase secreta, diante do assédio de concorrentes, notadamente o empresário Eike Batista e multinacionais chinesas e americanas.

O Porto teria capacidade para carregar até 500 mil toneladas, mas antes de sair do papel, precisa do estudo de impactos ambientais do projeto. A área comprada pela Vale se espalha por quatro ilhas: Ipomonga, Areuá, Marinteua e Romana.

Os direitos de ocupação das áreas de marinha que registra a transferência de posse foi feita em 25 de novembro do ano passado.

Os impactos dessa notícia para o mercado vão além do ferro. Eike já anunciou o gás no Maranhão e  perfuração de poços para a extração de Petróleo no litoral paraense. A disputa por esse novo filão ainda é assunto reservado nas áreas de estratégia das grandes corporações, mas tem muito chinês e americano querendo saber como ganhar com isso. 

O nordeste do Pará, antes dependente do turismo doméstico, da pesca e de agricultura familiar pode ver suas terras aumentarem de preço de um dia para o outro. Além do óleo, ter a algumas centenas de quilômetros um doa maiores portos do continente e o mais perto da Europa e dos EUA, pode ser definitivo para este cenário.

Leia noticia do Estadão

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