Vale se antecipa a Eike e compra a área do Porto do Espadarte


Uma operação secreta marcou a compra da área onde deve ficar o futuro Porto do Espadarte, na Ponta da Romana, municípío de Curuçá, no litoral paraense.

A área pertencia a um grupo europeu e foi toda negociada a toque de caixa depois de uma longa  negociação dos executivos da Vale, um interlocutor local e representates do grupo holandês proprietário da área.

O Espadarte é uma das meninas dos olhos de Eike Batista por causa da estratégica localização. É o ponto mais próximo para exportações para Europa e Estados Unidos e tem calado para grandes embarcações exigidas pelo mercado que quer redução de custos, baseado na economia de escala.

A Vale que já opera Vila do Conde, que ainda é administrado pela Companhia de Docas do Pará, pode estar sinalizando que quer mais que isso no Espadarte. A negociação, já registrada no cartório de Curuçá, indica que pode haver, em breve, uma explosão imobiliária naquela região.

Inicialmente áreas para grande empresas e depois para a população que deve ser atraida pelo lugar. Não é demais, relembrar que a possibilidade de extração comercial de gás e óleo parece cada vez mais real nesse litoral.

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