Rio de Janeiro: As últimas casas da orla da Lagoa

Num sobrado amarelo de janelas brancas, bem cuidado, na esquina da Avenida Epitácio Pessoa com a Rua Conselheiro Macedo Soares, o advogado João Nicolau Mader Gonçalves, um viúvo de 96 anos, mora há 55.

Ele se mudou para lá quando tinha 11 anos de casado e não saiu mais.

Bem de frente para um cartão-postal da cidade, a casa do advogado é uma das 26 que se misturam a edifícios e pequenos prédios de classe média alta e alta na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, o terceiro metro quadrado mais caro do Rio.

Quase dois terços viraram imóveis comerciais, culturais ou esportivos. Só nove delas ainda são residências - e, mesmo assim, seis estão ocupadas efetivamente pelos donos e as demais, tombadas pelo patrimônio e mal conservadas, vigiadas por caseiros ou seguranças.

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