Mercado : Ponte no lugar errado, Belém perdeu e Manaus ganhou ( de novo )

Para os de memória curta, nunca é demais lembrar. A sonhada ponte que levaria Belém para além do limite dos rio Guamá era projeto antigo. Sendo quase uma ilha, com dificuldades de fazer um planejamento urbano, cruzar o rio seria o caminho mais rápido para redimensionar o espaço da região metropolitana.

A ponte quando saiu, por motivos estratégicos - fazer de Vila do Conde o Porto de Belém - acabou em Marituba e a sonhada expansão da Grande Belém, para efeitos imobiliários, ficou para outro momento.

No estado vizinho do Amazonas, ao contrário, caminha na direção inversa. Mesmo com polêmicas de superfaturamento, a ponte sobre o Rio Negro, vai potencializar a Grande Manaus. É a ponte que olhou uma necessidade ímpar, sem esquecer outras motivações economicas.

“O crescimento Imobiliário em cidades do Amazonas ainda é considerado incalculável”. A afirmação é do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Amazonas (Creci-AM), Paschoal Rodrigues, que alega que a venda de lotes terá aumento incontável a partir de fevereiro e março de 2012.
Segundo ele, as terras que estão sendo comprados no outro lado da ponte fazem parte de uma “Nova Manaus”, um local onde o crescimento tende a ser acompanhado, obedecendo a um modelo. “Os grandes investimentos da cidade estão buscando um padrão mais moderno e organizado de crescimento. A ideia é que o lugar cresça de obedecendo uma ordem, diferente do que houve em Manaus durante o seu crescimento”, afirma Paschoal.

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