Os meninos-placa do mercado imobiliário de SP


Sob o sol forte, a adolescente passa seis horas em pé sem poder sentar nem um minuto, em uma rua da Vila Mariana, na zona sul paulistana.

Tamanho esforço não é só para indicar o acesso aos eventuais compradores de apartamentos de quatro dormitórios, mas porque uma simples "sentadinha" acaba num desconto que varia de R$ 5 a R$ 10 nos R$ 30 obtidos pelo dia de trabalho.

Assim é a vida dos "jovens-placa" de São Paulo, que são multados caso não fiquem em pé o dia todo. Eles ficam espalhados por todas as regiões da cidade nos finais de semana. Muitos deles são menores de idade.

São pegos por uma Kombi às 8h num ponto pré-determinado e chegam aos locais de trabalho por volta das 10h. Só saem das ruas às 17h, quando a mesma Kombi os leva de volta.

Os "homens-placa" ou "homens-seta" são uma maneira de driblar a lei Cidade Limpa, que restringe anúncios publicitários nas ruas. Como não são permitidas placas fixas, a saída das empresas de propaganda é usar pessoas para carregarem as setas indicativas. 

Leia mais

Comentários