A aposta de Miami nos compradores brasileiros

O Brasil tornou-se visita quase obrigatória para corretores americanos em busca de compradores endinheirados - a combinação entre renda alta e dólar muito baixo fez do brasileiro alvo certeiro.

Depois que a marca Trump recorreu ao Brasil para vender um edifício no Soho, em Nova York, esta semana, duas imobiliárias americanas estão promovendo apresentações a brasileiros.

O endereço oferecido agora é Miami, que mergulhou na crise financeira e imobiliária e começa a se recuperar. Os projetos à venda são luxuosos e renomados.

A filial brasileira da Sothebys - maior imobiliária dos Estados Unidos - deve receber mais de 50 interessados em comprar o segundo ou terceiro imóvel em Miami. "O brasileiro está mais interessado em Miami hoje do que antes da crise", disse um diretor da empresa. Mais de 50% dos compradores latino-americanos são brasileiros.
Na média, o Condado de Miami-Dade está com preços bastante depreciados - cerca de 65% considerando-se todas as áreas da cidade. O preço médio do apartamento na região caiu de US$ 320 mil para US$ 114 mil. 

Em São Paulo, bairros nobres, como Itaim e Vila Nova Conceição, os lançamentos giram em torno de R$ 12 a R$ 15 mil. No Rio de Janeiro, em bairros como Leblon e Copacabana, os preços giram em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil. "Está mais barato do que apartamento na Riviera de São Lourenço, litoral paulista, Trancoso (na Bahia) e a orla do Rio de Janeiro", compara um especialista do setor. 

Fonte: Valor On Line

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