Impasse na novela da venda do Baenão

Mais uma vez, a diretoria do Remo e os eventuais compradores dos 27.000 m2 do Baenão se reuniram com a Justiça do Trabalho para liberar a penhora do Estádio Evandro Almeida e pemitir o início da venda do Baenão.
Mais uma vez, parece que a coisa não andou. Problemas não faltam. Primeiro, é muito difícil saber o real tamanho das dívidas trabalhistas. Sendo assim, quem assumiria por dívidas que só aparecessem depois?
Segundo problema é a mudança na configuração na proposta feita por Agra/LealMoreira. O que era para ser um moderno estádio na novissima Arena do Leão, já teria sido reduzido a um estádio simplório e longe das pretenções dos azulinos.
Correndo por fora, ainda tem a eventualidade de tombamento do Estádio.
Depois de muito barulho, a sonhada mudança para o Remo do Século XXI parece fazer água.

Comentários

Hugo Cézar disse…
Como tocedor do Clube do Remo, fui ingênuo o suficiente para acreditar nesse sonho, mas parando pra pensar melhor, se nossos dirigentes não tem a capacidade de administrar o básico que é exigido pra gestão de um time de futebol, que dirá concretizar tal projeto.
O amadorismo é infinitamente superior à esperança de se ter uma arena dessa.
Rafael Amarante disse…
Sem dúvidas, essa novela envolvendo a venda do Baenão e a construção de um novo estádio está com tudo para ter um final triste. Na minha leiga concepção, não é só o Remo quem perde. Perde a cidade, que deixa de ter um equipamento esportivo atualizado; perdem os remistas e o clube; perdem os outros clubes, porque passam a ter a exatação noção do que são as dificuldades e de quais são os interesses políticos e econômicos que assombram os projetos; e, por fim, perde o próprio futebol paraense em sí, que vai ficando cada vez mais desatualizado no que diz respeito a infra estrutura.
Não sou remista, não gosto de futebol, mas como cidadão e entusiasta do desenvolvimento urbano de Belém, muito me ressinto do que está acontecendo.