Luxo compacto é nicho em shoppings pelo Brasil

Enquanto os fabricantes de produtos de consumo e varejistas ainda se encantam com o poder de compra da classe C - que passou de 45% para 49% da população brasileira em 2009, segundo estudo da Cetelem e Ipsos -, a incorporadora JHSF vê novos horizontes para a classe alta, com renda mensal acima de 40 salários mínimos.

A companhia, que é dona do Shopping Cidade Jardim, complexo de luxo que engloba centro de compras, torres residenciais e de escritórios na zona sul da capital paulista, estuda um novo modelo de shopping center de alto padrão, mais compacto, que poderia atender bairros de diferentes capitais do país onde ainda não há oferta desse tipo de serviço.

Entre as três próximas inaugurações de shoppings da JHSF - a do Tucuruvi, em São Paulo, em setembro de 2011, a do Bela Vista em Salvador (BA), em novembro de 2011, e a do Ponta Negra, em Manaus (AM), na metade de 2012 - apenas o da capital amazonense é voltado para o alto luxo. Nos três, estão sendo investidos mais de R$ 400 milhões, diz o executivo.

Nessa nova fase do Cidade Jardim entram lojas mais "conhecidas" do grande público: marcas como Arezzo, Hering e M.Officer vão estar sob o mesmo teto que as atuais Chanel, Salvatore Ferragamo e Ermenegildo Zegna. Falta luxo para preencher o espaço? Não, seria só uma adequação do mix".

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